"Amor, impulso fundamental da vida, força de coesão que rege o universo, potência divina de eterna reconstrução! Encontrá-lo-emos sempre indestrutível, em formas infinitas, em todos os níveis do ser. Com este, o amor subirá, sublimando-se até o paraíso dos santos." A Grande Síntese - Capítulo 82
junho 13, 2014
maio 28, 2013
Cartas de Amor - Rubem Alves
Tenho no meu escritório a reprodução de uma das telas mais delicadas que conheço, Mulher lendo uma carta, de Johannes Vermeer (1632-1675). Uma mulher, de pé, lê uma carta. O seu rosto está iluminado pela luz da janela. Seus olhos lêem o que está escrito naquela folha de papel que suas mãos seguram, a boca ligeiramente entreaberta, quase num sorriso. De tão absorta, ela nem se dá conta da cadeira, ao seu lado. Lê de pé. Penso ser capaz de reconstituir os momentos que antecedem este que o pintor fixou. Pancadas na porta interromperam as rotinas domésticas que a ocupavam. Ela vai abrir e lá estava o carteiro, com uma carta na mão. Pela simples leitura do seu nome, no envelope, ela identifica o remetente. Ela toma a carta e, com este gesto, toca uma mão muito distante. Para isto se escrevem as cartas de amor. Não para dar notícias, não para contar nada, não para repetir as coisas por demais sabidas, mas para que mãos separadas se toquem, ao tocarem a mesma folha de papel. Barthes cita estas palavras de Goethe:
Aquela carta fez tudo parar. A mulher fecha a porta e caminha pela casa sem nada ver, buscando uma coisa apenas, a luz, o lugar onde as palavras ficarão luminosas. Que lhe importa a cadeira? Esqueceu-se de que está grávida. Seus olhos caminham pelas palavras que saíram das mesmas mãos que a abraçaram. Seu corpo está suspenso naquele momento mágico de carinho impossível que aquele pequeno pedaço de papel abriu no tempo do seu cotidiano.
Uma carta de amor é um papel que liga duas solidões. A mulher está só. Se há outras pessoas na casa, ela as deixou. Bem pode ser que as coisas que estão nela escritas não sejam nenhum segredo, que possam ser contadas a todos. Mas, para que a carta seja de amor, ela tem de ser lida em solidão. Como se o amante estivesse dizendo: "Escrevo para que você fique sozinha...". É este ato de leitura solitária que estabelece a cumplicidade. Pois foi da solidão que a carta nasceu. A carta de amor é o objeto que o amante faz para tornar suportável o seu abandono.
Olho para o céu. Vejo a Alfa Centauro. Os astrônomos me dizem que a estrela que agora vejo é a estrela que foi, há dois anos. Pois foi este o tempo que sua luz levou para chegar até os meus olhos. O que eu vejo é o que não mais existe. E será inútil que eu me pergunte: "Como será ela agora? Existirá ainda?". Respostas a estas perguntas eu só vou conseguir daqui a dois anos, quando a sua luz chegar até mim. A sua luz está sempre atrasada. Vejo sempre aquilo que já foi... Nisto as cartas se parecem com as estrelas. A carta que a mulher tem nas mãos, que marca o seu momento de solidão, pertence a um momento que não existe mais. Ela nada diz sobre o presente do amante distante. Daí a sua dor. O amante que escreve alonga os seus braços para um momento que ainda não existe. A amante que lê alonga os seus braços para um momento que não mais existe. A carta de amor é um abraçar do vazio...
"Ainda bem que o telefone existe", retrucarão os namorados modernos, que não mais têm de viver o amor no espaço das ausências. Engano. Um telefonema não é uma carta falada. Pois lhe falta o essencial: o silêncio da solidão, a calma da caneta pousada sobre a mesa que espera e escolhe pensamentos e palavras. O telefone põe a solidão a perder. Num telefonema a gente nunca diz aquilo que se diria numa carta. Por exemplo: "Eu ia andando pela rua quando, de repente, vi um ipê-rosa florido que me fez lembrar aquela vez...". Ou: "Relendo os poemas de Neruda encontrei este que, imagino, você gostará de ler...".
A diferença entre a carta e o telefone é simples. O telefone é impositivo. A conversa tem de acontecer naquele momento. Falta-lhe o ingrediente essencial da palavra que é dita sem esperar resposta. E, uma vez terminado, os dois amantes estão de mãos vazias.
Mas a mulher tem nas mãos uma carta. A carta é um objeto. Se não tivesse podido recolher-se à sua solidão, ela poderia tê-la guardado no bolso, na deliciosa espera do momento oportuno. O telefonema não pode esperar. A carta é paciente. Guarda as suas palavras. E, depois de lida, poderá ser relida. Ou simplesmente acariciada. Uma carta contra o rosto – poderá haver coisa mais terna? Uma carta é mais que uma mensagem. Mesmo antes de ser lida, ainda dentro do envelope fechado, tem a qualidade de um sacramento: presença sensível de uma felicidade invisível...
Estes pensamentos me vieram depois de ler as cartas de um jovem cientista, Albert Einstein, à sua amada, Mileva Maric'. Foram elas que me fizeram ir ao poema do Álvaro de Campos: ridículas. Todas as cartas de amor são ridículas. Acho que os editores pensaram o mesmo. E como desculpa para o seu gesto indiscreto de tornar público o ridículo que era segredo de dois amantes, escreveram uma longa e erudita introdução que transformou as ridículas cartas de amor em documentos da história da ciência. Valem porque, misturadas ao ridículo de que os amantes se alimentam, se encontram pistas que dão aos historiadores as chaves para a compreensão das "fontes do desenvolvimento emocional e intelectual dos correspondentes". Não sabendo o que fazer com o amor (ridículo), colocaram-nas na arqueologia da ciência.
Foi então que o quadro de Vermeer me fez ver a cena que as cartas escondem. E a mulher com a carta na mão e uma criança na barriga? Ela bem que poderia ser Mileva, grávida de uma filha ilegítima, que foi dada para adoção, e sobre quem nada se sabe. A criança foi dada. Mas as cartas foram guardadas. E que razões poderia ter uma pessoa para guardar cartas ridículas? O seu rosto absorto e os lábios entreabertos nos dão a resposta: para aqueles que amam as ridículas cartas de amor são sempre sublimes.
Volto ao poema do Álvaro de Campos e encontro lá o que faltava para fechar a cena: "Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor são ridículas".
julho 29, 2012
Quando o amor está longe dos olhos...
:: Rosana Braga ::
Como tudo na vida, esta situação tem seus prós e contras. Para alguns, bem mais contras, e é fácil compreender os motivos. Estar longe de quem a gente ama, realmente não é algo que se quer. Porém, como o coração não escolhe cidade, amar alguém à distância requer novas crenças, quebra de alguns paradigmas e muita disponibilidade para fazer dar certo!
Se existe algum segredo para isso, eu diria que tudo começa com a confiança! Se você não acredita no que o outro fala, no que ele diz que faz e no que ele diz que sente (ou vice-versa), dificilmente haverá paz neste encontro, seja ele virtual, por telefone ou esporadicamente ao vivo. E amor sem paz não é amor, é vício!
Mas sabemos que a confiança pode ter bem pouco a ver com a realidade dos fatos e muito mais a ver com insegurança, ciúme, baixa autoestima e medo. Sim! Medo de perder o controle da situação e sofrer uma decepção ou ser traído pelo outro. E, infelizmente, é exatamente esse o maior problema da distância: pré-ocupação.
Isto é, um dos dois ou os dois terminam desperdiçando tempo, energia e romance com pensamentos paranoicos, tentando evitar que algo de errado aconteça e que possa estragar o que está tão bom, o que está dando tão certo, o que nenhum dos dois gostaria de perder!
Quer saber de uma verdade in-dis-cu-tí-vel? Não temos controle sobre o outro. A vida acontece a despeito de nossas vontades e de nossos medos! Não podemos prever o futuro! Não podemos evitar a chegada do amanhã! Mas podemos, com certeza, viver o hoje, o agora, o presente da melhor maneira que sabemos, com o melhor de nós! Podemos ser coerentes com o que sentimos sem passar a vida toda tentando não sofrer!
Sofrer faz parte, em qualquer circunstância, a qualquer distância. Sofrer é humano! No mais, deve servir para nos fazer crescer e amadurecer. Para nos fazer entender que relacionar-se com alguém é a maior chance de aprendizado que podemos ter durante toda a nossa história. Além disso, sofrer é só uma parte. O resto tem de ser alegria, desvelo, prazer!
Portanto, se você está vivendo um amor à distância, aproveite! Exercite sua capacidade de investir neste dia, neste momento. Fale do que sente agora, fale de você, fale do outro, para o outro e escute-o como uma carícia! Pare de "viajar na maionese" ou de insistir em responsabilizar o outro pelas "minhocas" que são suas. Sugira parceria e não briga!
Conte sobre seus medos e até sobre sua insegurança. Revele o quanto esse encontro é importante para você e o quanto gostaria de fazer dar certo. Tire suas dúvidas. Pergunte, mas não intime! Não pressione ou exija garantias! Amor não é feito de garantias e, sim, de desejo. Desejo de ver, de ficar mais perto, de ultrapassar limites, de quebrar muros e vencer os quilômetros.
E saiba que, mais cedo ou mais tarde, quando se sentirem prontos, terão de encontrar um modo razoável para minimizar e, por fim, acabar com qualquer distância entre vocês. Porque, afinal de contas, amor consolidado pede compromisso, cumplicidade e intimidade. Pede olho no olho, mão na mão, corpo no corpo. Amor de gente grande é aquele que a gente compartilha integralmente, pouco a pouco, e sem restrições.
Deste modo, espere o tempo que julgar necessário e justo, ame à distância enquanto assim for preciso, mas tenha em mente o que sente e o que quer! E atenda à voz do seu coração!
junho 26, 2012
Quando se ama..... Uma história de amor ao longo do Nilo
Uma história de amor ao longo do Nilo
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-egipcia/templos1.php#ixzz1yuJv0eMq
Obs: Imagem personalizada, reservada, única e particular.
março 21, 2012
Carlos Drummond de Andrade.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
.....Ao lado delas, a gente lembra
que no instante em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe
como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.
abril 21, 2009
O AMOR MADURO
O AMOR MADURO
Arthur da Távola
O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações:
presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas:
amplia-se com as ausências significantes.
O amor maduro tem e quer problemas,
sim, como tudo.
Mas vive dos problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas
de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
Na felicidade está o encontro de peles,
o ficar com o gosto da boca e do cheiro,
está a compreensão antecipada, a adivinhação,
o presente de valor interior,
a emoção vivida em conjunto,
os discursos silenciosos da percepção,
o prazer de conviver, o equilíbrio de carne e espírito.
Carne intensa, alegre, criança, redescobrimento
das melhores dimensões pessoais e alma refeita,
abastecida de todas as proteções necessárias,
um enorme empório de afinidades acima e além
de meras concordâncias intelectuais.
Os problemas daí derivados são os problemas da felicidade.
Problemas, sim, alguns graves.
Mas estalantes de um sentimento bom.
Na infelicidade estão a agressão, o desamor,
o não conseguir, a rejeição, a dor, o cansaço,
a troca com perda, a obrigação, o tédio, o desencontro,
o insulto, o ciúme machucante, as futricas de família,
as peles se eriçando e os toques que dão susto.
Os problemas da infelicidade não devem ser trazidos
para a trama do amor maduro.
O amor maduro é sólido e definido.
Mas estranhamente se recolhe
quando invadido pelos problemas
da infelicidade que fazem a glória do amor imaturo.
Acaba acabando.
O amor maduro não disputa, não cobra,
pouco pergunta, menos quer saber. Teme, sim.
Porém não faz do temor argumento.
Basta-se com a própria existência.
Alimenta-se do instante presente valorizado e importante
porque redentor de todos os equívocos do passado.
O amor maduro é a regeneração de cada erro.
Ele é filho da capacidade de crer e continuar.
É o sentimento que se manteve mais forte
depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais
com epidemias de ciúme, controle ou agressividade.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro
e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas
para sentimentos antigos, jardins abandonados cheios de sementes.
Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue.
Não persegue, recebe. Não exige, dá. Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.
O amor maduro não precisa de armaduras, coices, cargos
iluminuras, enfeites, papel de presente, flâmulas, hinos,
discursos ou medalhas:
vive de uma percepção tranqüila da essência do outro.
Deixa escapar a carência sem que pareça paupérrima.
Demonstra a necessidade sem que pareça voraz.
Define uma dependência sem que se manifeste humilhante.
O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco.
Não precisa nem quer nada do muito.
Está relacionado com a vida e sua incompletude,
por isso é pleno em cada ninharia por ela transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto
e a forma adulta de ser sublime e criança.
É o sol de outono: nítido mas doce.
Luminoso, sem ofuscar.
Suave mas definido.
Discreto mas certo.
Um sol, que aquece até queimar.
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O texto mais perfeito que já li sobre o amor verdadeiro que o ser humano, homem ou mulher, pode sentir e vivenciar profundamente! (quem sabe um dia)
Andy
abril 19, 2009
O amigo - Gibran Khalil Gibran

Vosso amigo é a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeais com carinho e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome e procurais em busca de paz.
Quando vosso amigo expressa seu pensamento, não temais o "não" de vossa própria opinião, nem prendais o "sim".
E quando ele se cala, que vosso coração continue a ouvir seu coração,
Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças, nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separais de vosso amigo, não vos aflijais.
Pois o que amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento de espírito.
Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado.
E que o melhor de vos próprios seja para vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré, que conheça também o seu refluxo.
Pois, que achais seja vosso amigo para que o procureis somente a fim de matar o tempo?
Procurai-o sempre com horas para viver:
O papel do amigo é encher vossa necessidade, não vosso vazio.
E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e sente-se refrescado.
Gibran Khalil Gibran.
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Na minha opinião uma das maiores e melhores expressões poéticas e mais profundas que já tive o privilégio de ler, desde minha adolescência!
Andy
outubro 01, 2008
Ame como se o outro fosse você

agosto 04, 2008
A neurociência do amor
Análise do cérebro de apaixonados explica por que perdemos a razão quando amamos
Quem já se apaixonou, bem sabe: o mundo não interessa mais nada, as coisas em volta não têm importância, os outros são insossos, tudo gira em torno da pessoa amada. É quase uma mania, um vício, uma obsessão. O alvo de nosso amor chega quase à perfeição – o resto fica cinza e indistinto. “O amor tem razões que até a razão desconhece”, disse o filósofo francês Blaise Pascal (1623-1662), numa expressão que se tornou lugar-comum, de tão repetida.
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Quem assistiu ao filme ou leu O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez, pôde avaliar um magnífico exemplo do grau de obsessão que pode assumir um sentimento de amor. Florentino Ariza se apaixona por Fermina Daza na juventude, mas a vida corre em outras direções e eles se separam. Seu amor, entretanto, persiste até a velhice, quando se reencontram. Uma obsessão de 50 anos...
O que poderiam dizer os neurocientistas desse tão forte sentimento humano? De que modo poderiam estudá-lo?
O mapa cerebral do amor apaixonado
As técnicas de neuroimagem funcional permitiram mapear as regiões cerebrais ativadas e desativadas durante a paixão, e até compará-las com outros tipos de amor, como o amor materno. Ambos podem ser revelados em alguém pela simples exposição de uma fotografia da pessoa amada ou do filho querido: o coração bate mais rápido, um sorriso se abre no rosto e... as áreas cerebrais envolvidas nesse reconhecimento visual passam a apresentar maior irrigação sangüínea, metabolismo mais intenso e maior atividade dos neurônios. Foi esse tipo de experimento que realizou o eminente neurocientista Semir Zeki, do University College London, e seu colaborador Andreas Bartels.
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Faz sentido: a dopamina é liberada nessas regiões cerebrais em situações de grande prazer, e os hormônios são secretados fortemente durante o orgasmo. A semelhança parcial entre as duas formas de amor também faz sentido. Ambas têm em comum uma vantagem biológica e evolutiva essencial: favorecem a sobrevivência da espécie, pelo acasalamento e pelo cuidado com a cria. A natureza desenvolveu engenhosas estratégias de aproximação entre machos e fêmeas, e de manutenção de um forte vínculo entre eles, assim como deles com os filhos.
A loucura do amor
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) disse uma vez, com muita propriedade: “Há uma certa loucura no amor, mas também uma certa razão na loucura”. O trabalho de Zeki de certa forma materializa essa forma literária com que Nietzsche descreveu a cegueira do amor.
As imagens do cérebro dos voluntários da pesquisa mostraram não apenas a ativação de certas áreas cerebrais, mas também a desativação de outras. E essas outras se localizam exatamente no lobo frontal do cérebro, bem conhecido pelo seu envolvimento com o raciocínio lógico e matemático, e com os comportamentos executivos – muito do que chamamos “razão”. A loucura do amor provém do obscurecimento da razão.
Novamente, os evolucionistas encontram aí um novo exemplo de adaptação biológica: um mecanismo de aproximar casais reprodutores e fortalecer seu vínculo recíproco. Sabemos por experiência própria que tudo é possível em se tratando de paixão. “O amor é cego”, diz um outro lugar-comum. O obscurecimento da razão teria a vantagem biológica de aproximar os casais mais improváveis. Se estou apaixonado, não há quem me convença de que ela não é a mais bela das mulheres...
| SUGESTÕES PARA LEITURA S. Zeki (2007) Neurobiology of love. FEBS Letters, vol. 581: pp. 2575-2579. A. Bartels e S. Zeki (2004) The neural correlates of maternal and romantic love. NeuroImage, vol. 21: pp. 1155-1166. A. Bartels e S. Zeki (2000) The neural basis of romantic love. NeuroReport, vol. 11: pp. 3829-3824. |
Roberto Lent
Professor de Neurociência
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade Federal do Rio de Janeiro
25/01/2008
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fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/110156
julho 20, 2008
Reflexões
Mas, não!... Não pensem que estou me referindo aos inimigos que fizemos ao longo da vida por não saber agir para com eles como nos foi ensinado: "Faze ao outro apenas o que gostaria que a ti fosse feito", ou: "Ama a teu próximo como a ti mesmo"...
Mas ando preocupada com os inimigos que não estão declarados, que não estão catalogados na nossa lista encabeçada pelo título "A Reparar".
Estou preocupada com aqueles que se escondem nas dobras e nos labirintos da nossa consciência e que nem sempre deixamos que se mostrem para que os combatamos, frente a frente, cara a cara.
Muitas vezes, pasmem! Nós até os transformamos em nossos heróis!
É verdade!!!!
Quantas vezes pegamos um deles e vestimos sua máscara e nos lançamos, qual Cavaleiros da Triste Figura, qual Dom Quixotes, a combater os moinhos de vento da nossa imaginação, em busca de uma justiça nem sempre justa, em busca de uma justiça que corrobore um pensamento que permitimos ser aprisionado na cela do nosso orgulho...
Nestes eventos, não estamos em busca daquela justiça que ama a VERDADE, aquela justiça que não se corrompe porque honra a sia mesma.
E isso deve nos preocupar porque as ações deste Quixote, no qual algumas vezes nos transformamos, fere o coração de inocentes, mas faz muito pior. - Avilta-nos como espíritos que somos, tirando-nos o respeito daqueles que nos observam e que conseguem enxergar nossas atitudes "quixotescas".
Talvez que dentre estes inimigos internos, um dos piores que podemos conquistar para nós mesmos seja aquele que nasce quando suspeitamos, julgamos e condenamos, apenas baseados na hipótese ou na "intuição", hipótese ou "intuição" alicerçadas na prevenção, na animosidade ou na antipatia.
Que pior inimigo podemos conquistar do que um ato de injustiça por nós
praticado?
Aquele que é alvo dessa injustiça, sempre baseada em suposições e não em fatos, pois se houvessem fatos não haveria injustiça, poderá até nos perdoar, mas muita água correrá pelo rio da existência espiritual até que possa ele nos ver e, novamente, confiar em nós, como amigos.
Quando a desconfiança nos visitar e não trouxer com ela as provas irrefitáveis do erro de alguém, que tenhamos a sabedoria de calar ate que estas provas venham ter a nós ou de silenciar para sempre, quando essas necessárias comprovações surgirem.
Se a Lei humana reza: "Quando em dúvida, pró réu", como nos posicionaremos ante a Lei Divina ao condenar sem provas, estando, portanto, "em dúvida"?
Reflitamos sobre isso para não alimentarmos em nós esse duro e triste inimigo de nossa consciência, de nossa evolução, de nossa felicidade:
A Injustiça
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Esse belíssimo, profundo e importante texto é da minha amiga Leila que me permitiu postar aqui.
julho 11, 2008
Amor é vida

A vida é sempre bela
Há tantos desertos no mundo,
cheios de areia e vazios de vida.
No deserto de areia e de pedras
o viajante é atraído pela esperança de um oásis
onde poderá encontrar água,
árvores com frutos e sombra.
Na vida há muitos corações desertos e almas estéreis,
vazios de amor e sem alegria.
O oásis dá vida e esperança a um deserto de pedras
e de areia.
A alegria dá vida e esperança a um coração abandonado.
Seu sorriso de alegria será sempre um oásis
que conforta e reanima aqueles
que vivem abandonados no mundo,
caminhando sozinhos pelo deserto da vida sem amor.
Num mundo de ódio, de dor e de tristeza,
você está convidado a sorrir com amor e com alegria.
Observe como as plantas estremecem,
vibram e se agitam ao menor sopro da brisa.
Um sorriso de bondade é um sopro suave
da brisa do amor que faz estremecer os corações
e vibrar as cordas mais íntimas da alma.
Nas dunas do deserto, os grãozinhos de areia
desconhecem o repouso;
impelidos pela força do vento,
eles se movem, se ajuntam
e se espalham.
Mas se cair a chuva,
a areia umedece, paralisando a vida
e o movimento dos grãozinhos úmidos.
E quando o sol reaparece com o calor de seus raios,
a areia torna-se novamente seca
e os grãozinhos fininhos voltam a caminhar.
É a vida do homem.
Se o amor desaparece, a alegria pára,
enfraquece e a vida perece.
Mas se o sol do amor torna a brilhar,
a alegria se reanima e torna a viver.
O que você espera para começar a iluminar
a vida com o sol de sua alegria?
Aprenda a sorrir alegremente
e a luz de seu sorriso há de alcançar
e iluminar os tristes, os abandonados,
os que choram desesperados
ou que se debatem desorientados.
Siga pelo caminho da vida
semeando flores de alegria.
Plantamos flores no jardim,
com flores enfeitamos as casas,
as igrejas e os salões de festas.
Assim como as flores dão vida e beleza a uma casa,
"Manter um sorriso nos lábios
(Frei Anselmo Fracasso)
julho 10, 2008
O Amor

A exteriorização do psiquismo divino pode ser considerada como o Amor que tudo cria e vitaliza.
Por essa razão, o Apóstolo João afirmava que Deus é amor.
No universo, ele se expressa como a força da atração e reação gravitacional, manifestando-se em diferentes leis que sustentam o equilíbrio das Galáxias.
No reino mineral, ele é a energia que aglutina as moléculas e as mantém unidas, Aparentemente insensíveis, nas quais dormem os elementos vitais, que desabrocharão na sucessão dos milênios.
No reino vegetal, encontra-se como a sensibilidade embrionária, que desperta, a pouco e pouco, adquirindo os pródomos das porvindouras sensações.
No reino animal, converte-se na percepção e conquista do instinto que preserva a vida, estabelecendo os primeiros vínculos sociais, gregários, em grupos, em sociedades da mesma espécie, antecipando os passos do porvir.
No reino hominal, é o sentimento que se expande, manifestando- se em forma de proteção no clã: maternal, paternal, fraternal, nacional, para generalizar- se na comunidade, em ensaios eloqüentes para o universal...
Sem o amor, a vida não existiria, e, mesmo que a Lei da Criação estabelecesse os fenômenos vitais, faltaria o élan de sustentação das formas e dos seres existenciais.
Quando o amor vige, tudo respira paz, e a alma dos homens e das coisas adquire beleza, crescendo para a plenitude.
Na montanha, o canto das bem-aventuranças, proferido por Jesus, é o mais belo poema que a Humanidade jamais escutou, em forma de exaltação da verdade, da justiça, dos valores morais, das virtudes. No Calvário, porém, cuja trajetória tem início na entrada triunfal em Jerusalém, o Mestre viveu-o intensamente, por conhecer a imaturidade psicológica e evolutiva daqueles que O aplaudiam, a princípio, para depois O levarem à Crucificação.
O amor impregnou-Lhe a vida em todos os momentos do mistério, tornando-O, então, o símbolo mais perfeito de que se tem notícia, a respeito desse hálito da Vida, que é o Amor.
Nas estradas da Úmbria, em renúncia comovedora, Francisco de Assis desfraldou a bandeira do amor e penetrou-se desse sentimento, de tal modo que se casou com a senhora pobreza, tomando, como seus irmãos, os animais, as águas, o Sol, a Lua, a natureza, que decantou em hinos de incomparável beleza. Na solidão da Porciúncula, onde morreu, foi o amor que irradiou que o tornou mais sublime símile do Amigo Divino, a Quem imitava.
Nos dolorosos testemunhos das enfermidades, Teresa de Ávila encontrou no amor do Mestre, o seu divino noivo, a força, a coragem e a esperança para ser fiel ao mandato de abnegação, tornando-se sábia e exemplo da plena comunhão com o pensamento do seu Amado.
Pasteur, por amor à Humanidade, entregou-se aos exaustivos labores de pesquisa, e libertou os seres de males e misérias que os dizimavam.
Marie Curie, vitimada pelo câncer contraído nas experiências radioativas, prosseguiu, abnegada, e abriu à Física Nuclear horizontes dantes jamais sonhados, por amor à Ciência.
Miguel Ângelo interpretou em cores as visões transcendentes, com sacrifícios e sob incompreensões terríveis, por amor à arte.
Dante, por amor a Beatriz, compôs a imortal Divina Comédia, colocando em cantos de incomum beleza as visões psíquicas de que era objeto, para engrandecimento dos homens.
O amor está presente em tudo - sem sua vigência se volveria ao caos da origem, que o Amor organizou e deu direcionamento.
Somente quando se ama é que se alcança o fanal da existência.
Quando o ser humano permitir que o amor o ilumine e o mantenha, alcançará o patamar da angelitude e avançará com segurança no rumo do Divino Amor.
Assim sendo, o amor é a expansão do Divino Psiquismo, e sem ele nada existe.
[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Sob A Proteção de Deus]
[Editora LEAL]
junho 14, 2008
AMOR, ALIMENTO DAS ALMAS
O amor, meu amigo, é o pão divino das almas, o pábulo sublime dos corações."
ANDRÉ LUIZ (Nosso Lar, cap. 25, F.C.X., FEB)
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abril 10, 2008
"Fala-nos do Amor"
Gibran Khalil Gibran - do livro: O PROFETA
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Curvo minh'alma diante de poetas como Gibran....
é uma grande honra para mim ter o privilégio de ler suas poesias que falam com uma beleza tão imensa e profunda que eu poderia ficar eternamente aqui somente mergulhando em seus pensamentos!
Andy
março 10, 2007
Amor Impossível

Se você ama alguém que não lhe pode corresponder, lembre-se daqueles que não têm um amor ao menos para chorar suas lágrimas. Se o amor é uma conquista, alguns ainda não a alcançaram.
Se a pessoa que você ama já tem compromisso, evite viver uma relação paralela que poderá machucar seu coração. Nossos sentimentos comandam nossa Vida; deixá-los à deriva é perigo para a própria sobrevivência.
Ninguém que se aventura numa relação paralela consegue dela sair sem marcas. Os motivos que levam alguém a tal aventura geralmente se enraízam em vidas passadas.
Quem ama nem sempre consegue correspondência com o ser amado. Às vezes nos deparamos com os amores platônicos ou não recíprocos. Respeitar os limites do outro é fundamental para nosso equilíbrio psíquico.
Quando você se deparar com um amor proibido atravessando seu percurso de vida, olhe para si mesmo e conscientize-se de que você não merece pagar preço tão alto por uma ligação que não possa ser postergada.
Se o seu amor não é correspondido ou é platônico e o outro não sabe nem lhe dá atenção, não espere que um milagre resolva a situação. Lance-se ao seu próprio destino buscando realizações superiores.
Não lamente a saída de alguém de sua vida.
Reenquadre a posição que você deve ocupar na vida, perante o futuro, sem aquela pessoa. O outro que saiu, apenas desocupou o espaço por você constituído. Permita que algo nobre ocupe devidamente aquele lugar.
Se você se encontra em solidão, observe à sua volta e verá que, mesmo acompanhada, muita gente está só. A companhia do amor é a paz da consciência e o pensamento voltado para o futuro.
Por contingências reencarnatórias, o amor entre duas pessoas poderá estar separado pelos laços de parentesco, pelo compromisso do outro, por expiações ou pela preferência sexual. Nesses casos, aja com cautela e equilíbrio, considerando que a separação imposta pela vida representa processo educativo em curso.
Muitas vezes tentamos colocar num ponto máximo de nossa vida o amor a uma pessoa em lugar do amor a Deus, à vida ou, até mesmo, a si próprio. Esse amor exagerado tende a anular quem a ele se entrega. Em determinada fase de nossa vida nos encontramos com um outro que inunda nossa consciência alojando-se sem pedir licença, parecendo ser a única razão de existirmos. Muitas vezes se trata de fascinação movida por carências não atendidas. Valorização de si mesmo e autoestima, são fundamentais para o reequilíbrio psíquico.
As barreiras da posição social, do nível intelectual e outras erigidas pelo preconceito, são contingências que nos ensinam a grandeza da vida verdadeira, da qual somos originários e para a qual voltaremos como espíritos.
Se o amor possível está difícil, o impossível merece a nossa cautela para não se tornar uma armadilha cármica a nos aprisionar na teia das reencarnações expiatórias.
O amor não-amado, Jesus, soube entender os homens, face à ignorância espiritual da humanidade. O seu amor é o amor possível e libertador.
O amor não correspondido é aquele que devemos esquecer a fim de buscarmos outro amor, que preencherá nossa vida de felicidade e paz. A fixação nele é porta aberta à obsessão e à anulação de si mesmo.
O amor impossível nos aprisiona e nos faz estacionar diante da vida. Sua presença em nossa consciência e em nosso coração impede-nos de crescer e evoluir.
Se não conseguimos realizar o amor que nos parece o máximo de nossa vida, lembremo-nos que um outro amor pode estar a nos esperar do outro lado da vida, confiante em nosso amadurecimento antes da partida. O amor dos entes queridos, que nos antecederam na viagem de retorno ao mundo espiritual, bem como daqueles que pertenceram ao nosso passado reencarnatório, estará sempre presente em nossas vidas na medida em que permaneçamos trabalhando em favor do amor e para que o amor alcance os que dele carecem.
Amanhã poderemos estar diante de algo muito mais importante do que aquele amor que nos impede o crescimento. Na manhã seguinte, certamente o dia poderá ser mais acolhedor. Acredite no amor possível; é ele que nos faz crescer.
Jesus nos ensinou que o amor é sempre possível àquele que pensa no Bem.
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do livro: Amor Sempre - Adenáuer Novaes
março 07, 2007
Amor Amigo

Nossos amigos são nossos tesouros. Constituí-los e preservá-los é uma arte. Saber fazer e manter amigos é uma capacidade importante do ponto de vista do crescimento espiritual. Manter os amigos constituídos desde a infância revela alto grau de inteligência emocional e capacidade de amar por tempo indeterminado. São aqueles, os amigos que nos acompanham durante muito tempo, os que nos ensinam o verdadeiro amor. O amor amigo é aquele que se coloca ao lado e em companhia do outro, sem lhe tolher a liberdade. O amor livre é aquele que liberta para a vida plena e feliz.
O amor amigo nunca precisa ter que perdoar. Quem ama não se magoa, não fica com raiva de quem o agrediu, por não se sentir ofendido. Muitas vezes o amor entre duas pessoas se transforma em amizade provocando, não raro, a separação. O que houve? Não seria este o objetivo da união? Muitas vezes, o melhor caminho é o da motivação consciente, que adiciona novos elementos à relação, para a felicidade do casal.
O amor amigo não anula o outro, pois se preocupa com o crescimento e fortalecimento da personalidade do parceiro. Muitos casais perdem o interesse pela relação em função da competição que se instala entre os parceiros, pela ausência de solidariedade O amor amigo é fraterno, divide os problemas, mesmo os que não são comuns ao casal, é companheiro e auxilia o outro na solução dos conflitos íntimos como se fossem os seus.
O amor amigo eleva o espírito, não necessitando, muitas vezes, da união carnal para ocorrer o verdadeiro encontro entre os pares. Quando o amor maternal deixa de ser o amor de amigo, preferindo permanecer no controle e dominação da prole, provoca o afastamento do ente querido pela necessidade que este tem de libertar-se do jugo superprotetor.
O amor exige cumplicidade na medida em que esta promove a interação entre o casal, cuja exclusividade e privacidade são garantidas. É nessa cumplicidade equilibrada que se mantém a amizade do casal. É certo que não se consegue ter por um inimigo o mesmo tipo de amor que se tem por um amigo, mas se pode desejar àquele o mesmo que se quer para este. O inimigo representa sempre uma oportunidade de aprender algo mais sobre nós mesmos. O ódio, muitas vezes, nos vincula no tempo e no espaço, às pessoas com as quais nada teríamos a aprender, mas que, certamente, nos ensinarão coercivamente, algo sobre nós. Se você quer ser feliz, ame antes de ser amado. O que queremos para o outro é o que recebemos da Vida. O pensamento daquele que nos ama, é que nos auxilia e nos ajuda em circunstâncias que não imaginamos possam acontecer.
O verdadeiro amigo transforma o outro pelo exemplo de sua própria transformação e pelo amor que faz brotar de sua alma. O amor amigo não exige retorno do outro. Dedica-se por livre iniciativa e opção de servir. Quem ama jamais deixará de fazê-lo. O amor perdoa sempre por não se sentir ferido. Não erotize o amor de um amigo. A distância entre o afeto e a sensualidade nem sempre é percebida pelo outro. Observe se não se trata apenas de uma carência sua que poderá lhe custar a amizade.
Aja com ética para com as pessoas, principalmente os amigos, pois certamente eles têm você em alta conta. Sua ética é garantia para a compreensão do amor que nutre por eles. Muitas separações acabam em disputa por heranças e patrimônios do casal, gerando inimizades e desequilíbrios de parte a parte. Quando isso ocorre é importante que se pense na supremacia atribuída ao dinheiro em lugar do amor. Os bens passam, só o amor fica. A disputa por bens, quando não estabelecida em bases equilibradas, gera necessidades de retorno a uma nova experiência em conjunto para o aprendizado da renúncia e para devolução do que não se merece. Não deixe que sua relação com alguém termine na inimizade. Quando assim ocorre, geralmente surge uma sensação de insucesso e insegurança quanto a uma possível relação futura.
Jesus, o Amigo Divino, nos ensinou a trabalhar com os amigos pelo Bem Maior. Mesmo traído por Judas, chamou-o de amigo.
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Do livro: AMOR SEMPRE - Novaes, Adenáuer Marcos Ferraz de



